Comerciantes de Avaré estão se organizando para promover uma manifestação em protesto a restrição e paralisação de atividades comerciais determinadas pelos decretos do estado e do município. Donos de lojas, bares e restaurantes estão unidos neste ato.

A manifestação está programada para ocorrer na quinta-feira, dia 28 de janeiro, a partir das 9 horas. Empresários e trabalhadores se reunirão na frente do Paço Municipal e deverão sair às ruas em uma passeata que percorrerá a região central da cidade, seguindo os protocolos de distanciamento físico, para evitar aglomerações, e uso de máscaras.

O ato está sendo organizado por um grupo de comerciantes que se reuniu em um grupo de whatsapp. Segundo os organizadores, a mobilização, que contará com a participação de empresários de diversos segmentos do comércio, tem como objetivo principal pressionar a administração Municipal a reverter a decisão de fechamento.

O A Voz do Vale teve acesso a uma troca de mensagens, onde o prefeito Jô Silvestre destaca que não teria o que fazer e revelou que trabalhou por Márcio França na eleição estadual e destacou que a população preferiu ir na onda de “Bolsodoria”. “Eu compreendo, porém não tem o que eu possa fazer. Existe um decreto estadual e uma notificação do MP acompanhando. Infelizmente, por isso, na eleição trabalhei para o Márcio França. Sabia que nessas horas ele iria ser mais flexível. Infelizmente foram na onda do Bolsodoria, deu nisso”.

APELO – O empresário Andrey Duarte usou uma rede social para pedir que a decisão pelo fechamento do comércio não essencial seja revista, em Avaré. O presidente da Associação Comercial Industrial e Agropecuária de Avaré (ACIA), Cassio Jamil Ferreira, também manifestou inconformismo com a decisão e se solidarizou com os comerciantes.


O empresário destacou estar ciente do problema mundial da pandemia, mas que a proibição de abrir está fazendo com que lojas fechem definitivamente, gerando mais desemprego na cidade.


“Eu venho fazer um apelo. Nós precisamos nos unirmos. A situação está difícil não somente para o empresário, mas todas as famílias que dependem da gente. Só eu tenho 7 famílias que dependem de mim. Estamos preocupados com o que vai acontecer com a cidade, com essas famílias que dependem do emprego, pois se eu não vendo, não tenho como pagar os funcionários, então vou ter que demitir”, destacou.

Ele destacou sobre as lojas que estão fechando na cidade. “Tantas lojas que a gente está vendo que estão fechando as portas. Colegas que tem tantos anos de comércio aberto, estamos vendo fechar as portas e não podemos fazer nada, porque se abrirmos podemos ser multados e se a pessoa vem a nossa porta, temos que mandar a pessoa embora escondido, como se a gente estivesse fazendo alguma coisa errada”.

Diante das dificuldades que os empresários estão sofrendo, Andrey pediu que a população consuma no comércio de Avaré e que não façam compras pela internet. “Prestigie o comércio da sua cidade e não compre pela internet. A gente, mais do que nunca, precisamos de vocês”.

CARTA ABERTA – Em uma carta aberta, o presidente da Acia, Cassio Jamil Ferreira, se solidarizou com a inconformação dos comerciantes da cidade com o fechamento do comércio.

Ele destaca que no início da pandemia os comerciantes aceitaram pagar com o “sangue”, mas que agora a situação é preocupante. Cassio disse ainda na carta que o comércio colaborou para o enfrentamento da pandemia e que, mesmo assim, estão sendo punidos.

“Punir os que cumprem com todas as exigências sanitárias impostas pelo governo e recomendadas pelos órgãos internacionais, por causa de indivíduos que não respeitam as normas para minimizar os riscos de contágio da Covid-19, é injusto e desperta o sentimento de frustração em todos, pois aparentemente muitos empresários e trabalhadores fizeram um sacrifício inútil”.

Cassio destacou que a Acia espera que a decisão seja revista. “A Acia espera que tais decisões sejam revistas, tendo em vista a possibilidade de colapso da economia e de agravamento da situação da população mais pobre, com o risco de consequências sociais muito sérias”, finalizou.

Tanto o decreto estadual como o municipal que visam o fechamento do comércio não essencial estão em vigor até o dia 7 de fevereiro.

Informações: A Voz do Vale


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